11 abril 2007

Anuindo

.Anuindo
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Como vai lento o rio
esquecido das suas margens
e do ritmo de outras marés
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Mas o seu vagar tem destino
vai entregar-se e vive para tal
não se deixa vencer por nada
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Há o sabor do sal esperando
as histórias de quem chega
e a saudade de quem nunca partiu
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.Borealis in Aurora

10 abril 2007

Decrescente

.Decrescente
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Depura os dias lentamente
como se eles nunca acabassem
e fala-me da matéria invisivel
que dizes só existir noutras vidas
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Diz para meu gáudio que és feliz
quando te comparas com os menos felizes
e nesse confronto de vazios
sais vencedor e com pena dos vencidos
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Leva-me a acreditar no teu sorriso
nem que tenhas de esculpir o teu rosto
tornando-o perpétuo e simulado
onde jamais possa nascer um esgar de dor
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Tem orgulho na perda sintómatica dos sentidos
jura seres o maior cego entre todos que não querem ver
deus menor , animal , homem , indefinição
por ordem lógica como a vida decrescente
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.Borealis in Aurora

09 abril 2007

Viver

.Viver
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Nem que seja preciso dobrar
os cabos do desespero e da bonança
em naus que de tão frágeis
mais fazem lembrar um corpo
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Há que ter peito quebra mar
para enfrentar o temor das tempestades
e estar atento ao minimo golpe de leme
para não irmos pela rota da indiferença
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É preciso a paixão pela maresia
que nos ensina quão maior é o pormenor
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.Borealis in Aurora

08 abril 2007

Momento

.Momento
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Neste preciso momento
queria que fosses o simulacro
do término desta tarde
onde o ceu lentamente se apaga
descolorindo os meus olhos
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E ao fazer-se noite
viesses com o teu manto de luz
lembrar-me porque acordo
e suporto todo entretanto sem ti
meu momento inadiável
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.Borealis in Aurora

Ansia

.Ansia
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Os rumores que por aí vão
dizem ouvir os teus passos na calçada
sempre que se lembram do teu nome
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Eu desminto e contraponho a realidade
de tão lembrado já levei ao rubro o teu nome
e pela calçada vinha somente a saudade
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Enlear-me os olhos naquele caminho sem fim
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.Borealis in Aurora

06 abril 2007

Volta

.Volta
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Volta para o peito
meu amor rebelde
e dele não saias mais
poupa-me ao medo
de não saber para onde vais
e de um dia lembrar-me
de chamar por ti nos olhos
tendo a triste certeza
de que tu para mim já não voltas
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Volta para o peito
meu amor rebelde
não me deixes com mais esse vazio
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.Borealis in Aurora

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