04 agosto 2008

Amortematica

.Amortematica
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E eu ,
queria tanto
que estivesses aqui
para sermos mais
é esta a matemática
a lógica dos numeros
quente e dérmica
um par , um sonho
os dois
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.Borealis in Aurora

Lapso Mor

.Lapso mor
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Não percebo
a distancia que vai do até sempre
até ao já não gosto de ti
malfadada apologia da circunstancia
que no pranto da duvida
seduz a boca
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Para a cobardia só é preciso
um mas eu ainda gosto de ti
ou um abraço receoso do contacto
por certo um quase beijo
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.Borealis in Aurora

20 maio 2008

Per doar nos

.Per doar nos
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Tudo que sonhamos e não somos
este aquém em nós tão presente
que nos pergunta continuamente
porquê tão pouco
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Falta a ultima palavra
a verdade que nos incomoda as entranhas
que de extremo a extremo seremos tudo
menos equidistantes , quase nada
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.Borealis in Aurora

A essência do ter

.A essência do ter
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Já contei os teus passos
a ironia do vou até ali
como se dissesses infinito
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Podia , se ainda fosse hábito
dar liberdade a uma lágrima
não fosse a tristeza o meu claustro
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No entanto supero-me continuamente
sonho com o aqui e o agora
e tudo acontecendo em nós
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.Borealis in Aurora

05 maio 2008

Perseveris

.Perseveris
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Espera-me
na enseada da incógnita
e noite após noite
renova a tua determinação
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Diz na surdina do teu olhar
que ainda serei teu
um destes dias por chegar
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.Borealis in Aurora

O quando da desilusão

.O quando da desilusão
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Acabou-se o inexplicavel
nada em mim fica periclitante
nem vibra naquele comprimento de onda
que só a alquimia da tua boca me fazia sentir
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Não há frémito no teu sim
nem a expectável desilusão do não
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.Borealis in Aurora

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