05 outubro 2010

Condição Humana

.Condição Humana
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Hoje podiamos deixar de ser nós mesmos
deixar cair tudo que construimos e destruimos
e das ruínas que somos tornarmo-nos cimento
argamassa de segunda oportunidade na vida
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E felizes iamos repetindo os erros de sempre
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.Borealis in Aurora

O peso do mundo

.O peso do mundo
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Eu podia fazer um mundo á tua medida
e ainda assim nada seria perfeito
porque os dias mudam e tu com eles
os tons sorriso passam a tons lágrima
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Não me perguntes o porquê de tudo
tambem eu coleccionei respostas vãs
mas hoje sem perguntar coisa alguma
aprimorei o entendimento do silêncio
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Há uma ordem no caos de todas as vidas
aconteça o que acontecer podemos pensar
fazer com que a dor não saiba o seu poiso
com um pouco de sorte esquece-se de nós
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Labuta o coração empedernido rumo ao fim
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.Borealis in Aurora

01 outubro 2010

Facilitismo

.Facilitismo
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Do latim sei e quero tudo
ainda que só tenham duas algibeiras
e numa delas as pedras do caminho
que passo a passo lhes atrasam o passo
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Da linguagem mais que comum da sensibilidade
vendida a metro como se vende a verdade
sentem que estão a sentir que nada sentem
e o universo prestes a colidir nos olhos
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Do senso incomum da semi demência
julgam ter o poder imenso do bem ajuizar
ditando quem lhes parece e quem desmerece
porque isto de ser já caiu no ridiculo
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.Borealis in Aurora

Mais

.Mais
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É preciso
um golpe de ar sob a asa
a arritmia do sonho
e nunca desistir
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É preciso
dizer que não chega
as mil peças do puzzle
ou estar aqui
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É preciso
pegar a vida pelos colarinhos
exigindo alto e bom som
que não basta viver
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É preciso
horror ao minimalismo
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.Borealis in Aurora

Cegueira

.Cegueira
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A cegueira é o culto dos olhos
quanto mais os abrimos menos vemos
há uma ilusão desmesurada na retina
que por certo levará á opacidade
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Tudo pode correr visivelmente mal
para quem sonha encontrar oásis
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Borealis in Aurora

12 setembro 2010

Saudades

Saudades
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Saudades dos teus dedos
perdidos
ou nem tanto
em mim
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Saudades das palavras sem fim
os para sempre
os todos os dias da vida
os amo-te
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Saudades dos dias que não contavam
e no entanto sei quantos foram
foram poucos
quase nenhuns
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Saudades dos teus sonhos
onde eu havia de ser um tal azul
até me tornar um ceu
o teu
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Saudades de não me ver a escrever
saudade
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.Borealis in Aurora

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