.Tempus
.
.
.
.
Espero
quem me venha encantar os ouvidos
com a doçura das palavras
e a verdade condizente
.
Quem venha a meu propósito
com uma convicçao tão evidente
que eu veja nos seus olhos
os meus
.
Alguem prestes a sufocar
para me levar á salvação do beijo
.
.
.
.
.Borealis in Aurora
Sou um processo que obrigatoriamente procura o seu término. E saber-me assim é querer-me melhor neste caminho para o fim .
31 maio 2007
Anoitecer
.Anoitecer
.
.
.
Quanto de ti se perdeu
nessas histórias de nada
que a vida te dá a viver
com o intuíto do esquecimento
.
Quanto mais pode ainda ser
o conformismo que embalas
nas noites infindáveis do corpo
onde sussurras o teu grito
.
Quanto de ti se tornou noite
.
.
.
.Borealis in Aurora
.
.
.
Quanto de ti se perdeu
nessas histórias de nada
que a vida te dá a viver
com o intuíto do esquecimento
.
Quanto mais pode ainda ser
o conformismo que embalas
nas noites infindáveis do corpo
onde sussurras o teu grito
.
Quanto de ti se tornou noite
.
.
.
.Borealis in Aurora
24 maio 2007
Sonhar
.Sonhar
.
.
.
.
A faísca sonha
sonha um dia ser chama
e a respectiva cor rubra
até tornar-se calor
.
Um grão de areia
deixa-se levar pelo mar
depois de sentir as ondas
confundindo amor com sal
.
A folha mais perene
parece sorrir com a brisa
pois sabe que um dia
serão uma valsa outonal
.
Um floco de neve
tem medo de cair no chão
porque desconhece o amanhã
e a história infindavel dos rios
.
O homem tem pressa
quer para si o azul do céu
de seguida todas as estrelas
até viver na penumbra
.
Eu quero ser a ultima letra
de todas as palavras por terminar
quero ser o grito dos inconformados
o nunca me basta de todo bastar
.
.
.
.
.Borealis in Aurora
.
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.
.
A faísca sonha
sonha um dia ser chama
e a respectiva cor rubra
até tornar-se calor
.
Um grão de areia
deixa-se levar pelo mar
depois de sentir as ondas
confundindo amor com sal
.
A folha mais perene
parece sorrir com a brisa
pois sabe que um dia
serão uma valsa outonal
.
Um floco de neve
tem medo de cair no chão
porque desconhece o amanhã
e a história infindavel dos rios
.
O homem tem pressa
quer para si o azul do céu
de seguida todas as estrelas
até viver na penumbra
.
Eu quero ser a ultima letra
de todas as palavras por terminar
quero ser o grito dos inconformados
o nunca me basta de todo bastar
.
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.
.Borealis in Aurora
22 maio 2007
Paixão
.Paixão
.
.
.
.
Enleias-me uma vez mais o pensamento
e sem dar por isso percorro o teu rosto
no vagar de quem tem todo tempo do mundo
.
Deixo que a minha mão fale ao teu corpo
num sussurro tão apaixonado quanto táctil
e ambos perdemos noção das fronteiras
.
Apaga-se o mundo que ainda nos rodeia
.
.
.
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.Borealis in Aurora
.
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.
.
Enleias-me uma vez mais o pensamento
e sem dar por isso percorro o teu rosto
no vagar de quem tem todo tempo do mundo
.
Deixo que a minha mão fale ao teu corpo
num sussurro tão apaixonado quanto táctil
e ambos perdemos noção das fronteiras
.
Apaga-se o mundo que ainda nos rodeia
.
.
.
.
.Borealis in Aurora
Perpetuar
. Perpetuar
.
.
.
Basta de momentos fátuos
tudo que se cinja ao imediato
esse ponto de fusão temporal
que leva o futuro ao passado
.
Não tragas a palavra adeus
.
.
.
.Borealis in Aurora
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Basta de momentos fátuos
tudo que se cinja ao imediato
esse ponto de fusão temporal
que leva o futuro ao passado
.
Não tragas a palavra adeus
.
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.Borealis in Aurora
20 maio 2007
Acorda Sarinha
.Acorda Sarinha
.
.
.
Amanhã
Quando o sol sair à rua
e tu fores resgatada ao sono
não te deixes enganar pela rotina
do movimento solar
.
Há um pouco mais de relva
um pouco mais de perfume
um pouco mais de azul no céu
e se não estiveres atenta
tudo isso terá sido em vão
.
Sê tambem um pouco mais
.
.
.
.Borealis in Aurora
.
.
.
Amanhã
Quando o sol sair à rua
e tu fores resgatada ao sono
não te deixes enganar pela rotina
do movimento solar
.
Há um pouco mais de relva
um pouco mais de perfume
um pouco mais de azul no céu
e se não estiveres atenta
tudo isso terá sido em vão
.
Sê tambem um pouco mais
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.Borealis in Aurora
19 maio 2007
Simulação
.Simulação
.
.
.
.
Se tu estivesses com a dor
pela ponta dos teus cabelos
como eu a tenho pelos meus
abandonavas o teu corpo
num qualquer canto da vida
.
Hibernavas até melhores dias
e no despertar perguntavas
se já havia começado o sonho
.
.
.
.
.Borealis in Aurora
.
.
.
.
Se tu estivesses com a dor
pela ponta dos teus cabelos
como eu a tenho pelos meus
abandonavas o teu corpo
num qualquer canto da vida
.
Hibernavas até melhores dias
e no despertar perguntavas
se já havia começado o sonho
.
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.
.Borealis in Aurora
14 maio 2007
Perdidos
.Perdidos
.
.
.
.
Já fomos ao amâgo das palavras
extraír tudo que pudessem significar
e continuamos nesta certeza incómoda
que falta inventar outra linguagem
.
O movimento dos braços ao desencontro
a nossa indiferença estampada no rosto
esse embaraço que resulta do silêncio
a pergunta constante porque estamos ali
.
E levando os dedos até aos olhos confirmamos a cegueira
que nesse instante se afoga
.
.
.
.
.Borealis in Aurora
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.
Já fomos ao amâgo das palavras
extraír tudo que pudessem significar
e continuamos nesta certeza incómoda
que falta inventar outra linguagem
.
O movimento dos braços ao desencontro
a nossa indiferença estampada no rosto
esse embaraço que resulta do silêncio
a pergunta constante porque estamos ali
.
E levando os dedos até aos olhos confirmamos a cegueira
que nesse instante se afoga
.
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.Borealis in Aurora
13 maio 2007
Cintila
.Cintila
.
.
.
Enquanto eu te procurar
na imensidão do universo
produz essa tua luz vibrante
a quem eu chamo companhia
.
Diz nesse teu modo brilhante
que por ti não existe solidão
.
.
.
.Borealis in Aurora
.
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.
Enquanto eu te procurar
na imensidão do universo
produz essa tua luz vibrante
a quem eu chamo companhia
.
Diz nesse teu modo brilhante
que por ti não existe solidão
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.
.
.Borealis in Aurora
Promessas
.Promessas
.
.
.
.
Um dia partirei
e como todos os demais
darei inicio á imortalidade
tornando-me pedra tumular
ou pó de um outro pó
.
Serei a cor mais profunda
que se possa obter do mineral
o silêncio tão peculiar do granito
pois viver é como na morte
um constante amordaçar
.
E venham de lá as utopias
os jardins infinitos e a inocência
a razão mor de todas as razões
.
.
.
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.Borealis in Aurora
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.
Um dia partirei
e como todos os demais
darei inicio á imortalidade
tornando-me pedra tumular
ou pó de um outro pó
.
Serei a cor mais profunda
que se possa obter do mineral
o silêncio tão peculiar do granito
pois viver é como na morte
um constante amordaçar
.
E venham de lá as utopias
os jardins infinitos e a inocência
a razão mor de todas as razões
.
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.
.Borealis in Aurora
05 maio 2007
Simplesmente
.Simplesmente
.
.
.
.
Silenciem-se os poetas
e os devotos das interpretações
para que eu possa dizer
o quanto sinto sem complicar
.
Gosto de ti meu bem
como espero um dia gostar de mim
.
.
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.
.Borealis in Aurora
.
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Silenciem-se os poetas
e os devotos das interpretações
para que eu possa dizer
o quanto sinto sem complicar
.
Gosto de ti meu bem
como espero um dia gostar de mim
.
.
.
.
.Borealis in Aurora
Esperar
.Esperar
.
.
.
.
Não sei como te explicar
que a tua ausência
tira-me o sorriso da boca
.
Tudo fica adiado em mim
esperando o teu regresso
.
.
.
.
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.Borealis in Aurora
.
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Não sei como te explicar
que a tua ausência
tira-me o sorriso da boca
.
Tudo fica adiado em mim
esperando o teu regresso
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.Borealis in Aurora
02 maio 2007
Enquanto fomos nós
.Enquanto fomos nós
.
.
.
.
Pelo nosso caminho
já não há risos inconfundiveis
nem palavras sussurradas
ou promessas infindáveis
.
Hoje é dificil poder imaginar
que dali era possivel ir à India
e imagine-se que em certas noites
a lua ficava ao alcance do braço
.
Pelo nosso caminho
há agora um manto de terra
ladeado por flores bravías
e a memória dos passos
.
A noção de que entretanto
nos perdemos
.
.
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.Borealis in Aurora
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Pelo nosso caminho
já não há risos inconfundiveis
nem palavras sussurradas
ou promessas infindáveis
.
Hoje é dificil poder imaginar
que dali era possivel ir à India
e imagine-se que em certas noites
a lua ficava ao alcance do braço
.
Pelo nosso caminho
há agora um manto de terra
ladeado por flores bravías
e a memória dos passos
.
A noção de que entretanto
nos perdemos
.
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.Borealis in Aurora
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