.A conquista do fim
.
.
.
.
E nós que sempre fomos tu e eu
por notória virtude dos umbigos
dedicamo-nos a delinear fronteiras
eu só podia começar no teu fim
.
E nós que sempre fomos a razão
não a vimos diante dos olhos
gritando incessantemente por piedade
preferimos a inocência do não sei
.
E nós que sempre fomos o amor
evitamos o constrangimento da realidade
de conhecermos a palavra começo e fim
o orgulho da primeira e a vergonha da segunda
E nós que sempre fomos os superlativos
descobrimos o caminho mais curto para o fim
reduzindo o pouco que conseguiamos ainda ser
a uma patética e irrisória nanopersonalidade
.
.
.
.
.Borealis in Aurora
Sou um processo que obrigatoriamente procura o seu término. E saber-me assim é querer-me melhor neste caminho para o fim .
26 março 2009
20 março 2009
A Bea Sonha
.A Bea Sonha
.
.
.
.
A Bea sonha
sonha que o mundo é redondo e azul
como os seus olhos embevecidos pelo mar
parecendo faróis de há-de vir bonança
.
Sonha que o seu mundo não cabe no mundo
e vai mais além na velocidade estonteante do pensamento
quase apagando umas quantas estrelas pelo caminho
e chegada ao não sei onde suspira de felicidade
.
Tem aquele sorriso de quem sente um rei na barriga
e de tão satisfeita concede perdão até ao imperdoável
porque entre as palavras mais dificeis de aprender
não consta um abraço ou sequer um beijo gosto de ti
.
E lá no sitio não sei onde a Bea espera companhia
chegam meninos e meninas a quem faz questão de chamar amigos
juntos contam galáxias sem precisarem de entender tudo
são azuis para uns e verdes para outros e segredo para todos
.
A Bea sonha e enquanto sonha o mundo faz algum sentido
não precisa de lógica quântica ou da enciclopédia do possivel
basta uma pequenina luz acesa dentro do seu peito
para iluminar tudo, até os adultos que de crescerem tanto
não perceberam que se estavam a apagar aos poucos
.
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.Borealis in Aurora
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A Bea sonha
sonha que o mundo é redondo e azul
como os seus olhos embevecidos pelo mar
parecendo faróis de há-de vir bonança
.
Sonha que o seu mundo não cabe no mundo
e vai mais além na velocidade estonteante do pensamento
quase apagando umas quantas estrelas pelo caminho
e chegada ao não sei onde suspira de felicidade
.
Tem aquele sorriso de quem sente um rei na barriga
e de tão satisfeita concede perdão até ao imperdoável
porque entre as palavras mais dificeis de aprender
não consta um abraço ou sequer um beijo gosto de ti
.
E lá no sitio não sei onde a Bea espera companhia
chegam meninos e meninas a quem faz questão de chamar amigos
juntos contam galáxias sem precisarem de entender tudo
são azuis para uns e verdes para outros e segredo para todos
.
A Bea sonha e enquanto sonha o mundo faz algum sentido
não precisa de lógica quântica ou da enciclopédia do possivel
basta uma pequenina luz acesa dentro do seu peito
para iluminar tudo, até os adultos que de crescerem tanto
não perceberam que se estavam a apagar aos poucos
.
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.
.
.Borealis in Aurora
Ir
.Ir
.
.
.
.
Por este caminho ,
onde somos o capricho do destino
como se morrer fosse vontade própria
e chegar tão sinónimo de partir
.
Por este caminho ,
em que nada se pode dizer único
nem a cegueira ou a mentira
as maiores entre as constantes
.
Por este caminho ,
diz-nos a sabedoria treinada
que parece saber simular o infinito
para não termos de pensar no inevitável
.
Por este caminho ,
diz a vida embalada pela contagem decrescente
e nós tão cientes da condição humana
temos a imortalidade presa por um segundo
.
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.Borealis in Aurora
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Por este caminho ,
onde somos o capricho do destino
como se morrer fosse vontade própria
e chegar tão sinónimo de partir
.
Por este caminho ,
em que nada se pode dizer único
nem a cegueira ou a mentira
as maiores entre as constantes
.
Por este caminho ,
diz-nos a sabedoria treinada
que parece saber simular o infinito
para não termos de pensar no inevitável
.
Por este caminho ,
diz a vida embalada pela contagem decrescente
e nós tão cientes da condição humana
temos a imortalidade presa por um segundo
.
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.Borealis in Aurora
17 março 2009
Precaução
.Precaução
.
.
.
.
Os teus olhos tão tristes
procurando alegria nos meus
e eu encurralado queria sorrir
mas faltou-me o improviso
.
Agora quando penso em ti
treino as palavras de conforto
para que os teus olhos
não me apanhem desprevenido
.
Para desta vez leres amparo
onde eu só consigo ler frágil
.
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.Borealis in Aurora
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Os teus olhos tão tristes
procurando alegria nos meus
e eu encurralado queria sorrir
mas faltou-me o improviso
.
Agora quando penso em ti
treino as palavras de conforto
para que os teus olhos
não me apanhem desprevenido
.
Para desta vez leres amparo
onde eu só consigo ler frágil
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.Borealis in Aurora
10 março 2009
Morfologia da indiferença
.Morfologia da indiferença
.
.
.
.
Como se todas as palavras houvessem sido ditas
e o silêncio fosse agora a distancia mais curta entre as nossas bocas
sem assunto ou sequer motivo para despertar o pensamento
uma linha contínua de indiferença rasa o nosso peito
.
Como custam a passar os minutos onde não nos queremos ver
parece uma dor minúscula a quem prometeram tornar-se maior
ciente de pouco a pouco ganhar expressão e profundidade
até que a saciedade a transforma num grito
.
E vencidos culpamos tudo que a tal seja imune
.
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.Borealis in Aurora
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Como se todas as palavras houvessem sido ditas
e o silêncio fosse agora a distancia mais curta entre as nossas bocas
sem assunto ou sequer motivo para despertar o pensamento
uma linha contínua de indiferença rasa o nosso peito
.
Como custam a passar os minutos onde não nos queremos ver
parece uma dor minúscula a quem prometeram tornar-se maior
ciente de pouco a pouco ganhar expressão e profundidade
até que a saciedade a transforma num grito
.
E vencidos culpamos tudo que a tal seja imune
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.Borealis in Aurora
09 março 2009
Puro Egoísmo
.Egoísmo puro
.
.
.
.
E eu ?
É a pergunta que fica
quando já conjugamos
todos os verbos
nas pessoas alheias
.
E eu ?
Pergunta o meu egoísmo
querendo saber o quando
.
.
.
.Borealis in Aurora
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E eu ?
É a pergunta que fica
quando já conjugamos
todos os verbos
nas pessoas alheias
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E eu ?
Pergunta o meu egoísmo
querendo saber o quando
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.Borealis in Aurora
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